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O dinheiro é um meio que utilizamos para melhorar nossas vidas e atendermos às nossas necessidades principais. E diante dessa percepção, uma das dúvidas mais recorrentes é: devemos juntar dinheiro ou só se vive uma vez? Que dilema, ein?!

O fato é que todos queremos melhorar de vida. Ninguém deseja uma vida pior. Nosso objetivo é sempre evoluir, no sentido de ter mais qualidade de vida, aproveitar mais a vida e ter um futuro tranquilo.

Não necessariamente significa que todos precisam ganhar mais ou economizar mais. Isso vai depender dos seus objetivos reais de vida. E não tem jeito, para isso sempre precisaremos fazer escolhas. E a vida que você terá lá no futuro depende muito das suas escolhas e atitudes hoje. 

Mas é claro que não devemos ser sovinas ao ponto de não gastar absolutamente nenhum centavo, e viver uma vida vazia e sem sentido. Ter uma adoração ao dinheiro não é algo saudável. E claro que também não recomendamos uma vida desregrada, como se não houvesse amanhã. Afinal, a chance do amanhã chegar é enorme.

O grande segredo é buscar o equilíbrio com a serenidade de nunca o encontraremos de forma definitiva. Mas para vencer esse dilema, se devemos juntar todo o dinheiro ou gastar tudo porque só se vive uma vez, preparamos um artigo com algumas questões para te ajudar a chegar nas respostas que fazem sentido para sua vida financeira. Vamos conferir?

Uma vida de escolhas

Frequentemente, o que nos impede de fazer mudanças transformadoras em nossas finanças é o medo de que estaremos, em essência, desistindo das coisas de que mais gostamos. Se olhar sobre esse ponto de vista, sim. É o paradoxo da escolha. Ao escolher a alternativa A estamos abrindo mão de certa maneira de outras alternativas. É o que nos faz ter dúvidas sobre juntar dinheiro ou só se vive uma vez.

Mas podemos olhar sobre outros ângulos. Primeiro tendo serenidade que é humanamente impossível ter absolutamente tudo. Então aceitar isso já tira um peso das costas. Segundo é refletir se as escolhas que fazemos ou deixamos de fazer, nos aproximam ou nos afastam dos nossos objetivos de vida.

Naturalmente não se pode desconsiderar o fator sorte, acasos e imprevistos. Afinal, a dinâmica natural da vida já nos mostrou o quanto ela é imprevisível no longo prazo. E o fato de você fazer tudo “certo” não significa que vai alcançar o resultado desejado. Mas se não fizer, é certo de que não alcançará. 

Isso nos leva ao terceiro ponto que é entender que a vida não é binária o tempo todo. A percepção dessa abordagem de tudo ou nada afasta muitas pessoas de até mesmo iniciar sua jornada para a liberdade financeira. 

As mudanças não precisam acontecer da noite para o dia. Ao contrário, ela pode e deve ser em etapas. E evoluir respeitando o seu tempo. Mas é fundamental começar agora do jeito que é possível. 

E o primeiro passo é saber exatamente quanto recebemos a cada mês, quanto gastamos, e como gastamos.

Identificar aonde está indo nosso dinheiro é uma das etapas iniciais, seja para juntar dinheiro, ou mesmo para aproveitar melhor os dias — sem jamais deixar de observar sua direção para o futuro.

Reformule seus hábitos de consumo

Reformular o consumo não é necessariamente cortar gastos a qualquer custo. Significa mudar a forma de consumir. Que, em muitos casos, é feita de forma automática e sem um objetivo claro e específico. Sem contar as influências sociais que contribuem para essa visão enviesada do consumismo.

Ao rever a forma como consumimos, podemos nos deparar com gastos desnecessários e que podem ser cortados. Isso não significa necessariamente abrir mão dos pequenos luxos e desejos de que desfrutamos. Em muitos casos também existem substitutos com custos mais baixos que podem fazer sentido. Outra estratégia pode ser reduzir a quantidade ou a frequência de consumo.

Por exemplo, em vez de pedir comida pelo aplicativo com determinada frequência, pode optar por reduzir a quantidade e cozinhar mais em casa. Ou pode procurar outras opções de restaurantes com preços mais acessíveis. Reservar os pedidos apenas para momentos “especiais” para justamente comemorar uma meta pessoal batida.

O mais importante é repensar o gasto antes para avaliar se faz ou não sentido, se é automático ou intencional. E isso pode ser aplicado a tantas outras coisas do seu dia a dia, que somadas representarão uma mudança enorme no seu hábito e, por consequência, no seu orçamento. 

O importante desse tipo de mudança é que você não abre mão de todo o seu prazer. Até porque isso é insustentável. Mas ao refletir, a escolha de não consumir algo, por exemplo, passa a ter um propósito claro com um ganho futuro bem definido. E não o corte pelo dinheiro em si. 

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Gaste com sabedoria

Agora é hora de tirar proveito das lições de fluxo de caixa e economia que você está aprendendo. Ao ver aonde seu dinheiro está indo, você tem o conhecimento se precisa parar de gastar em coisas que você considera menos importantes. Isso libera mais reais para suas economias e para o que você realmente valoriza.

Jantar fora, por exemplo. Se você quer férias no exterior uma vez por ano (quando acabar a pandemia), reflita se as refeições semanais em restaurantes são tão importantes assim. Ao cozinhar em casa três em cada quatro sábados e economizar dinheiro para viagens, você está direcionando seu orçamento para outras coisas que são mais importantes para você.

Ou seja, você segue vivendo seu hoje, mas também junta dinheiro para seus projetos futuros que, no exemplo, seriam suas férias no exterior. E poderia ser qualquer outro objetivo de vida.

Visualize seu sucesso

É difícil construir novos hábitos sem a motivação na direção certa. Afinal, se economizar dinheiro fosse fácil, todos o fariam. A liberdade financeira e o dinheiro são frutos do seu trabalho e das suas ações no dia a dia. Ela precisa ser conquistada e mantida ao longo da vida inteira.

Só que a motivação dificilmente resiste ao tempo. Quantas vezes você começou a malhar motivado e desistiu no mês seguinte? Nosso cérebro tende a economizar energia e toda vez que ele percebe uma mudança de hábito, ele joga contra e nos empurra para o modo de agir antigo que está internalizado no inconsciente. E é preciso muito mais do que um simples desejo ou intenção para realmente mudar de vida. 

É por isso que exercícios de visualização ajudam. A grosso modo, porque ao se ver, se imaginar uma determinada situação de sucesso e o caminho que precisamos percorrer até chegar lá, o nosso cérebro cria imagens mentais. Essas visualizações que projetamos vão sendo armazenadas na nossa memória. E, com o tempo, o que imaginamos e lembramos se misturam e se confundem. Ou seja, nosso cérebro nos engana e esse exercício simples ajuda a fazer isso a favor de uma mudança que você decidiu implementar na sua vida.

Dessa forma, reserve algum tempo para visualizar e imaginar como será sua vida quando você não estiver mais vivendo de salário em salário. Pense nos benefícios e nas sensações prazerosas que a liberdade financeira pode te proporcionar. Com uma compreensão clara do que a estabilidade financeira significa para você e seus entes queridos, você será capaz de se lembrar por que está economizando hoje.

Por isso, crie uma visão que o motive e inspire a agir. Isso te ajuda bastante nessa mudança sobre juntar dinheiro ou só se vive uma vez.

Crie um fundo de emergência

Depois de controlar suas finanças e motivações, você vai querer começar a construir uma reserva de emergência que pode ajudá-lo no caso de uma despesa imprevista.

Comece com um “mini fundo de emergência” que seja igual ao seu pagamento mensal, com o objetivo de, eventualmente, aumentar para três a seis meses de despesas. E vá aumentando gradativamente, até que consiga ter nessa reserva financeira o suficiente para pagar suas contas por um ano.

No entanto, enquanto não atinge o valor necessário de reserva, os seguros de invalidez temporária e permanente, seguros de doenças graves e de cirurgia por exemplo, podem ser aliados importantíssimos. 

A função desses seguros é proteger seu fluxo de dinheiro e sua renda ao longo desse caminho. Principalmente dos problemas mais sérios como uma doença ou um acidente que te impeça de trabalhar em algum momento da vida.

Fuja das dívidas

As dívidas podem prejudicar até mesmo os poupadores mais prudentes, por isso é importante elaborar um plano estratégico para lidar com ela. Tenha em mente que dívida para consumo no longo prazo diminui sua capacidade de consumir. Porque parte da sua renda fica comprometida pagando por algo que você já usufruiu antes de poder.

O ideal é evitar fazer dívidas. Mas se já tiver alguma, procure fazer com que o pagamento de suas dívidas nunca ultrapasse 30% do seu rendimento líquido. Se você descobrir que está pagando mais do que isso aos credores a cada mês, é hora de reconfigurar suas contas para reduzir seus gastos mensais.

E tenha em mente que se você é capaz de pagar 30% de dívida, você é capaz de viver com os 70% que você já vive hoje. Com isso, após liquidar as dívidas, pode poupar e investir para o futuro uma boa parte desse dinheiro.

Obter segurança financeira pode ser um processo longo, mas, dando pequenos passos, você pode alcançar mais estabilidade e tranquilidade financeira.

Leia também::: Principais tipos de reserva financeira que você precisa conhecer

Aproveite a vida

Aproveite a jornada com mais tranquilidade financeira. Nunca encontraremos um equilíbrio perfeito como falamos acima. Mas podemos perseguir esses objetivos em busca de chegar o mais perto possível desse ponto.

Assim, você terá juntado dinheiro, sem perder os pequenos prazeres da vida. E seu fundo de emergência pode ser o passo inicial para que você tenha um futuro mais tranquilo e possa, construir outros projetos mais distantes, como conseguir se aposentar financeiramente e viver de renda passiva, se esse for o seu objetivo.

Espero que o dilema de juntar dinheiro ou só se vive uma vez tenha ficado mais claro para você. E caso precise de ajuda no processo de economia e construção desse mapa para te ajudar e orientar, conheça nossa consultoria de Planejamento Financeiro Mais Seguro. É só clicar no botão abaixo para saber mais!

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